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COMO GERIR BEM SEU ESTOQUE

 

Como gerir bem o seu estoque?
Respondido por Maurício Galhardo, especialista em finanças

A gestão dos estoques de uma pequena empresa é sem dúvida um dos pontos que mais merecem atenção dos executivos de uma empresa. A falta de qualquer um deles pode acarretar na perda de vendas ou mesmo a interrupção de processos produtivos. O excesso de mercadorias precisa ser igualmente observado porque equivale a dinheiro parado no estoque e, consequentemente, pode desequilibrar a gestão financeira da empresa. Não sobrar produto é tão importante quanto não faltar.

O ideal é equalizar a quantidade e variedade mínima de itens para que o ponto de venda esteja sempre abastecido. A gestão de estoques depende, sobretudo, da análise da demanda. Não adianta estocar grande quantidade de itens cuja procura seja baixa da mesma forma que é preciso ter sempre uma garantia de fornecimento das mercadorias que são mais comercializadas.

Em uma fábrica, por exemplo, atente ao volume de pedidos de vendas já confirmados e a previsão futura. Em uma loja de varejo, entenda as tendências do mercado e as preferências dos clientes.

Por isso, o ideal é que uma única pessoa seja responsável pelo abastecimento do estoque e pela compra. Uma segunda hipótese é que essas duas funções sejam exercidas por funcionários distintos, porém 100% alinhados.

Acompanhar o estoque e saber quais são os produtos com maior giro e os que estão ficando parados são tarefas importantes nesta gestão.

O estoque é analisado, normalmente, por meio de inventários (contagem física do estoque total). Para algumas empresas, é uma tarefa complicadíssima, pois pode demandar custos extras e esforço em horários alternativos. Para facilitar, uma boa opção é realizar o inventário rotativo ou inventário diário, que é a contagem física de somente alguns itens por dia.

Assim, todo dia haverá contagem de estoque. A escolha dos produtos pode ser aleatória ou determinada pelo gerente ou empresário. Os vendedores ficam atualizados, o índice de furtos internos diminui e velocidade no atendimento aos clientes aumenta.

 

Maurício Galhardo é especialista em administração financeira e sócio–diretor da Praxis Education.

 

 

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CONHEÇA O AMAZONAS

Fonte: Portal do Governo do Estado do Amazonas: www.amazonas.am.gov.br

História

O descobrimento da região hoje formada pelos Estados do Amazonas e Pará foi de responsabilidade do espanhol Francisco de Orelhana. A viagem foi descrita apontando as belezas e possíveis riquezas do local, com os fatos e atos mais prováveis de chamar a atenção da coroa espanhola. Durante essa expedição (ocorrida à época 1541-42), os espanhóis teriam encontrado as mulheres amazonas guerreiras, sobre as quais há muita fantasia, mitos e folclores.

Após tantas aventuras e descobertas, a região acabou ficando abandonada e caiu no esquecimento, até que os frades Domingos de Brieba e André Toledo, realizando uma nova descida para o rio Amazonas alcançassem Belém do Pará, despertando o interesse de outros capitães portugueses. Quem assumiu a empreitada foi Pedro Teixeira, um dos maiores matadores de índios daqueles tempos, mesmo depois de a Câmara Municipal de Belém do Pará ter se manifestado contra a saída dos soldados.

A viagem com destino aos confins da Amazônia é feita em 1637, arrastando mais de 2 mil índios e tomando posse da região de Paianino a 16 de agosto de 1639. Desse modo foi justificada a expedição da Carta Régia, que criaria a capitania do Cabo do Norte, em 1637, por Felipe IV da Espanha.

Todo o gasto empreendido pela expedição, no entanto, não era suficiente para salvar a Amazônia daquele tempo do abandono, principalmente o espaço físico enorme que ia da foz do rio Amazonas à província de Quito e dos altiplanos guianenses à Bacia do Mamoré – Guaporé.

 

A Capital

A capital do Amazonas foi, talvez, a cidade que mais conheceu a riqueza, os encantos e o glamour do primeiro mundo no Brasil, somando a seus rios e florestas o ouro e a sofisticação importados da Europa.

Localizada à margem esquerda do rio Negro, Manaus teve origem em um pequeno arraial formado em torno da fortaleza de São José do Rio Negro, criada para guarnecer a região de possíveis investidas dos inimigos, em 1669. Erguida a base de pedra e barro, sem fosso e quadrangular, a construção foi chamada de Forte de São João da Barra do Rio Negro e ficava a três léguas da foz do rio. Durante 114 anos, o forte manteve suas atividades de defesa da região.

O arraial foi fundado em 1669, passando a ser o Lugar da Barra e tornando-se sede da capitania de São José do Rio Negro (ano de 1758). No princípio do século XIX, em 1833, foi elevado à categoria de vila com o nome de Manaós, em homenagem à tribo de mesma denominação que se recusava a ser dominada pelos portugueses e negava ser mão-de-obra escrava (para militares e religiosos). Quando recebeu o título de cidade em 24 de outubro de 1848, era um pequeno aglomerado urbano, com cerca de 3 mil habitantes, uma praça, 16 ruas e quase 250 casas.

O apogeu da capital do Amazonas aconteceu com o “achado”, por parte dos estrangeiros: o látex. Apoiada na revolução financeira e econômica proporcionada pela borracha, a antiga Manaus foi a cidade mais rica do País por muito tempo, conforme relata o escritor amazonense Márcio Souza em “Uma Breve História do Amazonas”. A “metrópole da borracha” tem início em 1900. Nessa época, o crescimento e desenvolvimento da capital acontecem com traços culturais, políticos e econômicos herdados dos portugueses, espanhóis e franceses. A riqueza do látex proporcionou uma reviravolta estrutural, implantando serviço de transporte coletivo de bondes elétricos, sistema de telefonia, eletricidade e água encanada, além de um porto flutuante, que passou a receber navios de diversas bandeiras e tamanhos.

Depois da borracha veio a Zona Franca de Manaus. A cidade ganhou um comércio de importados e depois um pólo industrial onde se concentram centenas de fábricas. Com a ZFM a capital voltou a experimentar um súbito crescimento demográfico: a população passa de 200 mil habitantes na década de 60, para 900 mil nos anos 80 e, finalmente, 1,5 milhão em 2002, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O parque industrial de Manaus hoje abriga mais de 400 empresas mundialmente conhecidas que geram mais de 50 mil empregos diretos; 350 mil indiretos, somente na cidade de Manaus e outros 20 mil nos demais Estados da região. Atualmente, o volume de capital gerado pela ZFM é superior a US$ 10 bilhões.

Dados

 

O Estado do Amazonas é o maior em área territorial do País, com 1.559.161,682 quilômetros quadrados, o equivalente ao território de cinco países, somados: França, Espanha, Suécia e Grécia. O Estado detém um dos mais baixos índices de densidade demográfica do país, com 2,23 habitantes por quilômetro quadrado, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A população do Estado, de acordo com o Censo 2010, tem 3.483,985 habitantes, dos quais 2.755.490 vivem na área urbana e 728.495 na área rural. A capital Manaus, um dos 62 municípios do Amazonas, é cidade mais populosa da Região Norte, com 1.802.525 habitantes.

O IBGE identificou 65 grupos indígenas no Estado, que detém a maior população de índios do País, no total de 168.680, de acordo com o Censo 2010. O Amazonas detém, ainda, 98% de sua cobertura florestal preservada, além de um dos maiores mananciais de água doce. Sofrendo influência de vários fatores com precipitação, vegetação e altitude, a água forma na região a maior rede hidrográfica do planeta. A maioria dos rios amazonenses é navegável durante todo o ano. O rio Amazonas é internacionalmente conhecido como o maior do mundo, possuindo um curso calculado em 6.300 quilômetros. Seu arco atlântico tem a extensão de 400 quilômetros. Nasce presumivelmente na lagoa Santana (Andes Ocidentais), onde sua bacia de recepção é um rio de geleira.

O acesso ao Estado é feito principalmente por via fluvial ou aérea. O clima é equatorial úmido, com temperatura média de 26,7º. A umidade relativa do ar fica em torno de 70% e o Estado possui apenas duas estações bem definidas: chuvosa (inverno) e seca ou menos chuvosa (verão). É no Estado do Amazonas que se encontram os pontos mais elevados do Brasil: o Pico da Neblina, com 3.014 metros de altitude, e o 31 de Março, com 2.992 m de altitude, ambos na fronteira.

Dados Demográficos do Amazonas

Capital: Manaus

Área territorial (km²): 1.559.161,682

População: 3.483.985 (urbana: 2.755.490 / rural: 728.495)

Municípios: 62

Densidade demográfica (hab/km²): 2,23

Fonte: IBGE (Censo 2010)

 

Turismo

 

 

O Amazonas é o maior Estado do Brasil. Possui mais de 1,5 milhão de quilômetros quadrados e ocupa mais de 18% do território nacional. Seus 62 municípios têm ao mesmo tempo as terras mais altas do país, como o pico da Neblina (2.993 metros de altitude) e o pico 31 de Março (2.972 metros de altitude) e a maior extensão de terras baixas, com menos de 100 metros de altitude, do Brasil. Segundo Censo 2010 do IBGE, a população do Estado é de 3.483.985 habitantes, sendo que 1.802.014 habitantes vivem em Manaus.

O Amazonas é banhado pela bacia hidrográfica amazônica, que responde por aproximadamente 20% da água doce do planeta. Os principais rios são Negro (que banha a cidade de Manaus), Amazonas-Solimões, Madeira, Juruá, Purus, Içá, Uaupés e Japurá. No Brasil, país caracteristicamente tropical, o Amazonas é dominado pelo clima equatorial, predominante na Amazônia, tendo uma temperatura média de 26° Celsius. Ele também é o Estado mais preservado do país, com 98% de sua cobertura florestal original. Somente suas áreas protegidas por leis federais e estaduais, como parques e reservas florestais, ocupam um território equivalente a 20 vezes o tamanho do Líbano e o dobro de Portugal. Aliados a esse universo verde estão os rios, lagos e igarapés, componentes indispensáveis para marcar o contato inesquecível com a maravilhosa natureza amazônica.

Com vida cultural intensa, na qual se destacam o Festival Folclórico de Parintins, com o duelo dos bumbás Garantido e Caprichoso, o Festival Internacional de Ópera e o Festival Internacional do Cinema de Aventura, o Amazonas possui características muito especiais que se expressam na alegria do povo e nas raízes do folclore regional.

O turismo de natureza, ou ecotursimo, é o principal atrativo dos roteiros do Amazonas. O visitante tem a oportunidade de conhecer, aprender e valorizar a importância da floresta tropical e os habitantes que nela vivem que são os principais responsáveis pela sua conservação. Por seu contato direto com a natureza, o Estado faz parte dos roteiros oferecidos pelas agências nos programas de barco, pernoites em hotéis de selva e passeios pela floresta. O ecoturismo pode ser praticado no Amazonas durante o ano todo, pois a sazonalidade que ocorre na floresta de várzea, local onde as comunidades vivem, oferece dois belos paisagismos, permitindo ao turista vivenciar a floresta em época de seca e de cheia (alagada). Além das caminhadas na floresta, do passeio de canoa nas trilhas aquáticas, observando a beleza da natureza e os que vivem nela, o turista ainda usufruir da convivência com o homem da floresta conhecendo o seu modus vivendis e interagindo no seu dia-a-dia.

 

Gastronomia

Devido à existência de mais de duas mil espécies de peixes nos rios do Amazonas, a culinária amazonense valoriza, acima de tudo, o pescado. As principais espécies consumidas são o tambaqui, tucunaré, pirarucu, jaraqui, pacu e matrinchã, que são transformados em pratos típicos, servidos fritos, assados ou cozidos.

A maioria dos pratos cozidos, como a caldeirada, é acompanhada por pirão, uma espécie de massa de farinha de mandioca cozida no próprio caldo de peixe, ou por tucupi, um molho amarelado feito a partir da fermentação do suco da mandioca. Para peixes fritos e assados é indispensável o “baião de dois” (mistura homogênea de feijão, arroz e cheiro-verde) e a farinha de Uarini.

As frutas regionais complementam o cardápio, podendo ser consumidas ao natural ou em forma de sucos, doces, molhos, geléias e sorvetes. Entre as mais apreciadas estão a manga, a pitomba, o cupuaçu, a graviola, a melancia, o tucumã, o taperebá, a pupunha, o araçá-boi, o biribá, o abio, o buriti, a bacaba, o açaí, o patauá e o conhecido guaraná da Amazônia.

No cardápio matinal do amazonense, o café com leite quente acompanhado de um pão francês com tucumã e queijo coalho, também chamado de “x-caboquinho”, virou uma espécie de instituição. Saboroso, também, é degustar a famosa tapioca feita com a massa da mandioca e recheada de tucumã e queijo coalho, ou sozinha na manteiga.

Estas delícias podem ser encontradas nos restaurantes regionais e nos cafés-regionais na cidade de Manaus e nos municípios próximos como Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva e Manacapuru.

Além dos restaurantes regionais, o visitante pode se deliciar com os sabores típicos das cozinhas nacionais e internacionais. Manaus oferece toda variedade de pratos portugueses, italianos, japoneses, chineses, além do fast food originalmente americano.

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